O direito de manter a vida de alguém

Contrate Clinipam em Itajai
Para complicar ainda mais, muitos direitos aparentemente simples e diretos são amálgamas de princípios morais ou legais mais básicos. Tratar esses direitos como unidades é maltratá-los. 

Leve o direito à vida. É um compêndio de nada menos que oito direitos distintos: o direito de ser trazido à vida, o direito de nascer, o direito de manter a vida, o direito de não ser morto, o direito de salvar a vida, o direito de salvar a própria vida (erroneamente reduzido ao direito de autodefesa), o direito de encerrar a vida e o direito de encerrar a vida. 

Nenhum desses direitos é auto-evidente, inequívoco, universal, imutável ou automaticamente aplicável. É seguro dizer, portanto, que esses direitos não são primários, como se acreditava até agora – mas derivados. 

Acesse AQUI para saber mais sobre o Direito à Vida. 

Das oito vertentes que compreendem o direito à vida, estamos preocupados com apenas duas. 

Isso leva a um dilema mais geral. Até que ponto alguém pode usar o corpo de outras pessoas, suas propriedades, seu tempo, seus recursos e privá-las de prazer, conforto, bens materiais, renda ou qualquer outra coisa – para manter a vida de alguém? 

Mesmo se isso fosse possível na realidade, é indefensável sustentar que tenho o direito de sustentar, melhorar ou prolongar minha vida às custas de outras pessoas. Não posso exigir – embora possa moralmente esperar – nem mesmo um sacrifício trivial e mínimo de outra pessoa para prolongar minha vida. Não tenho o direito de fazê-lo.